Resenha: "Entre Mundos", de Brenna Yovanoff

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Entre Mundos"Entre Mundos"
Título Original: "The Space Between"
Autor: Brenna Yovanoff
Tradução: Sibele Menegazzi
Editora: Bertrand Brasil / Razorbill
Lançamento: 2013 / 2011
392 / 363 páginas

*Adicione no Skoob / GoodReads
Onde Comprar: Opção 1 - Opção 2

"Depois do enorme sucesso de O substituto, Brenna Yovanoff, no esperado Entre mundos, envereda novamente pelo gênero fantástico, tendo sempre como pano de fundo um mundo nebuloso e personagens sombrios. Os romances da autora já ultrapassaram a marca de um milhão de cópias vendidas no mundo, figurando sempre nas listas de mais vendidos dos EUA e da Grã-Bretanha.
A protagonista Daphne vive em Pandemonium desde que nasceu e sempre se sentiu excluída, um peixe fora d’água. Mesmo sendo filha de Lúcifer e Lilith, a mulher mais poderosa do inferno, a menina sempre teve o desejo de uma vida diferente da de suas irmãs, que se alimentam do sofrimento humano. Já seu irmão, Obie, que se dedica a salvar espíritos desvirtuados na Terra, é um ídolo e a esperança de Daphne para mudar de vida. Quando Obie é raptado, Daphne foge para a Terra para resgatá-lo e tentar encontrar seu verdadeiro caminho. Ela só não imaginava conhecer o misterioso e desprotegido Truman."

"Tempo.A força mais imensa e básica em Pandemonium é o tempo, o cessar do tempo, o congelamento do tempo.Conheço-o como conheço os poemas épicos e os algoritmos - como informações que absorvemos e memorizamos.Mas não o conheço como as pessoas na Terra, que nascem com ele e estão presos a ele.Lá, pais se tornam avós, depois viúvos e cadáveres.Crianças crescem.Aqui, é como se o tempo não existisse; apenas a distância, espalhando-se infinitamente, e cada momento que perdemos pensando poderia ser uma na Terra."(pág. 61)

O segundo livro da Brenna lançado aqui no Brasil é "The Space Between", ou como foi traduzido: "Entre Mundos", o estilo do livro é o mesmo de "O Substituto", sobrenatural fantástico, começa em Pandemonium(ou Inferno) e conta sobre Daphne e na Terra sobre Obie, e a narrativa vai se alternando entre 1ª pessoa com ela e 3ª com ele, que é o adolescente problema, sua mãe morreu e isso ajuda nesse comportamento, ele já quase morreu numa tentativa de suicídio e somado a isso vive no meio de bebidas e depressão e ao pouco vai acabando com sua vida, o cenário(além de Pandemonium) é Las Vegas.

"Os flocos continuam caindo, pousando no meu rosto onde pinicam, quentes, e depois viram água.E, num rompante de alegria percebo que sei o que é aquilo.Pela primeira vez na vida, estou vendo neve."(pág. 122)

A narrativa se passa boa parte sendo uma busca/viagem pelo irmão de Daphne, e muitas vezes você se pega aflito de preocupação e até sentindo um pouco da angústia da personagem, porque coloque-se no lugar, o irmão pode estar morto ou quase e deve ser horrível esse sentimento de não saber, mas enfim, outra característica presente na história é essa obsessão que a autora tem com ferro e metal, em "O Substituto" era bem maior, mas nesse ela dosou um pouco, colocando algumas vezes durante o enredo, e cita várias vezes a característica marcante de Daphne: a menina do cabelo preto.
Um mito inserido na história é o de "Adão e Eva", mas aqui a autora coloca que antes de Eva, Adão se relacionou com uma demônio.Confira um pouco dessa curiosidade e desse assunto polêmico abaixo:

http://4.bp.blogspot.com/-4tR-VcSCOM0/UUYjIZW9LdI/AAAAAAAAEOk/2YDIewswiHg/s400/Lilith+Sixtina.jpg

"Lilite ( comumente o anglicanismo Lilith) é um demônio feminino da mitologia Babilônica que habitava o inferno, acredita-se também que Lilith foi o primeiro demônio criado por Lúcifer. Esta é referida em diversos textos antigos sendo o mais notável o Antigo Testamento.
Lilith é também referida na Cabala como a primeira mulher do bíblico Adão, sendo que em uma passagem (Patai 81: 455f) ela é acusada de ser a serpente que levou Eva a comer o fruto proibido. Esta afirmação de que Lilith foi a predecessora de Eva, no entanto, surge apenas pela primeira vez no Alfabeto de Ben-Sira composto por volta do Século VII, sendo que nunca antes havido existido esta conexão a Adão e Eva nem tão pouco à Criação.
Mais recentemente, esta história tem sido cada vez mais adotada sendo até discutida se é ou não contada na Bíblia."
Fonte: Wikipédia

"Amor.A palavra faz com que eu me sinta incomodada, como se algo movesse sob minha pele.Não estou cheia de amor nenhum, mas não lhe digo isso.Amor é para pessoas com alguma dose de humanidade.É para outros."(pág. 174) 

Apesar de ter gostado da leitura eu esperava um pouco mais dessa segunda obra da autora, outro ponto é que não é citado sobre a morte do pai de Obie, se fala sobre a da mãe mas não tem informações sobre o pai.
A edição do livro é brochura tradicional da Bertrand, a capa é emborrachada como em "Morte Súbita", "Fallen", etc e detalhes em verniz, eu queria muito que tivessem mantido a capa original, não gostei muito dessa, eu tenho um pouco de aversão à livros com rostos, esse não ficou muito feio, mas aqueles arasbescos prateados e o fogo não se relacionaram muito bem com o resto da capa, em minha opinião, abaixo a capa original.
Recomendo à todos a leitura, é uma aventura imperdível da autora de "O Substituto"(RESENHA AQUI!), acompanhe a autora e seu estilo único, corre conhecer mais sobre o universo dos demônios!

"-A tristeza pode ter várias aparências diferentes.Você não precisa chorar nem fazer escândalo para provar que está triste.Eu reconheço tristeza quando a vejo."(pág. 298)

A Autora:

Foto -Brenna Yovanoff
Brenna Yovanoff pensava que, quando crescesse, se tornaria editora. Embora tenha descoberto que estava enganada, ela não se arrepende dos seus dias como leitora de manuscritos não solicitados nem do fato de ter memorizado grandes trechos do The Chicago Manual of Style. Seus contos aparecem em Chiaroscuro e Strange Horizons. Ela possui mestrado em escrita criativa pela Universidade do Estado do Colorado e atualmente vive em Denver. O Substituto é seu primeiro romance.
PLAYLIST:

-"No Light, No Light", Florence + the Machine
-"Menina Veneno", Ritchie
-"Seven Devils", Florence + the Machine
-"Stardust", Frank Sinatra
-"Everybody Wants to Rule the World", Lorde Version(Artic Monkeys)
-"The Next Day", David Bowie
-"Why'd You Only Ever Call Me When You're High?", Arctike Monkeys

0 comentários:

Postar um comentário

 
O Simbolista © 2012 | Designed by Guilherme Cepeda